Sua empresa não precisa fazer parte da estatística daquelas que quebram pelo descuido nas finanças

02/05/2016

Fotolia_86358466_Subscription_XXL

Quando falamos de finanças, até os empreendedores mais destemidos se assustam. A falta de capital é a maior razão de “quebra” em negócios com até dois anos de vida.

Para não fazer parte desta temível estatística de empresas que quebram pelo descuido nas finanças, é bom conhecer e entender os conceitos indispensáveis para manter-se no azul. São eles:

1. Fluxo de caixa – O fluxo de caixa é o que fica na conta da sua empresa após as entradas e saídas de dinheiro. Dependendo do negócio, essa avaliação pode ser feita por dia, semana ou mês.
Importante: o fluxo de caixa é relacionado à parte financeira da empresa, e não à parte contábil. Por exemplo, a empresa pode já ter comprado matéria-prima, vendido seu produto manufaturado e entregado ao cliente. Enquanto a parte contábil está acusando lucro, a receita ainda não chegou efetivamente na empresa, porque seu produto foi vendido à prazo. Ou seja, há lucro contábil e, ao mesmo tempo, um período deficitário no fluxo de caixa. Por isso, atenção redobrada: não ache que concretizar uma venda é mais dinheiro no fluxo de caixa. Espere o valor realmente entrar para contá-lo.

2. Capital de giro – Capital de giro é um dinheiro que fica de “stand by” na empresa e, geralmente, é o principal causador das mortes dos negócios.
É importante ter um capital de giro para que sua empresa nunca fique no negativo afinal, é com esse dinheiro que você contará para honrar os pagamentos do dia a dia. Isso fará com que você não tenha que recorrer a fontes de recursos imediatas, que acabam saindo caro, como por exemplo, empréstimos bancários e, assim, entrar em uma bola de neve de juros.
Uma dica é se manter pessimista na hora de calcular quanto capital de giro você precisa no seu negócio: sempre ache que menos dinheiro virá das vendas da semana. Assim, você guarda mais recursos para despesas de emergência e não recorre à soluções carregadas de taxas, piorando o quadro financeiro do empreendimento.

3. Prazo médio de pagamento e de recebimentos – O “prazo médio de pagamentos” é aquele tempo que você terá de pagar seu fornecedor: o intervalo médio de tempo entre a emissão do pedido feito por você e o seu pagamento ao parceiro. Já o “prazo médio de recebimento” é quanto tempo você esperará para que seu cliente lhe pague: o intervalo médio de tempo entre a emissão do pedido que seu cliente fez e o pagamento dele para seu negócio.
Fique atento a esses dois prazos médios porque eles podem indicar um descasamento dentro do seu fluxo de caixa. O ideal é sempre conseguir um prazo de recebimento menor do que seu prazo de pagamento. Ou seja: receber antes do seu cliente do que realizar o pagamento ao seu fornecedor. Caso contrário, seu fluxo de caixa ficará no vermelho e você terá de recorrer ao capital de giro.

4. Giro de estoque – O giro de estoque (ou prazo médio de estoque) é o tempo que leva para uma certa mercadoria ser vendida, contando a partir do momento que você a compra. Esse tempo varia de produto para produto que possui um giro diferente e variável de acordo com as condições do mercado e com as estratégias da própria empresa. Dar descontos, por exemplo, reduz o prazo médio de estoque de uma mercadoria.
Saber o giro dos seus produtos também é importante para controlar o fluxo de caixa. Olhando para o estoque da sua loja e o tempo de cada produto, você pode saber quanto dinheiro ganhará no curto, médio e longo prazo. Assim, é possível também saber, quanto capital de giro terá de guardar em cada época: nas cheias de giro rápido e nas cheias de um giro lento, que pedem mais recursos para sustentar o orçamento enquanto o pagamento não vem.

5. Custo fixo – Os custos fixos são aqueles que estarão todos os meses na sua planilha de despesas, como: aluguel, energia, internet, telefone, contador e etc. Saber quais custos fixos você terá é essencial para montar o orçamento mensal do seu negócio.
Se você ainda vai inaugurar sua empresa, leve em consideração taxas iniciais de abertura do negócio, como por exemplo, taxas para abrir a empresa, taxas para o alvará de funcionamento do local da empresa e taxas para verificar as condições de segurança do local.

Seguindo esse itens, considerados como essenciais, a chance de se manter no azul são enormes! Fique atento!

Fonte: Exame



Tags: Dicas

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com