Dados completamente dispensáveis em um currículo

18/05/2016

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No corre-corre do cotidiano, o excesso de informações, ao invés de ser seu aliado na construção do seu currículo, pode acabar arruinando suas chances de obter aquela tão esperada vaga.

Os recrutadores, atribulados pelo excesso de trabalho e pela falta de tempo, acabam, por muitas vezes, colocando currículos muito longos direto na lixeira.

Mas atenção: não basta ser econômico nas palavras (e páginas), também é preciso ser seletivo com o conteúdo e saber exatamente quais informações são realmente indispensáveis para compor seu retrato profissional.

É bom ter em mente a estrutura básica de um CV. Ele deve contemplar as seguintes seções: identidade do candidato (nome, nacionalidade, idade e dados para contato), formação acadêmica e experiências profissionais. Idiomas, atividades de aperfeiçoamento e hobbies podem aparecer ao final do documento.

Corte, sem medo, as seguintes informações:

1. Referências profissionais – Pode ser interessante passar os contatos de referência para um potencial empregador, mas não no currículo. A informação deve ser compartilhada apenas se os recrutadores a solicitarem na fase da entrevista.

2. Último salário ou remuneração pretendida – Dinheiro é um assunto delicado demais. O ideal é falar sobre isso na entrevista presencial, olhando no olho do recrutador, para que assim, seja possível negociar e refletir sobre outras variáveis.

3.  Excesso de informações para contato – E-mail, número do celular e link para o seu perfil no LinkedIn costumam bastar para que um recrutador encontre você. É totalmente desnecessário apresentar outras formas de contato no currículo, como telefone de terceiros para recados ou perfis em rede sociais não profissionais, como Facebook e Twitter.

4. Dados da sua vida pessoal – Informações que não digam respeito a quem você é como profissional podem ser dispensadas, inclusive na etapa da entrevista. Não precisa dizer no currículo se fuma ou se tem filhos e o endereço residencial completo, também é desnecessário: basta informar a zona da cidade ou o bairro onde você mora.

5. Autoavaliação comportamental – Expressões elogiosas à sua própria conduta profissional, usando adjetivos comuns como: “criativo”, “dinâmico”ou “persistente”, definitivamente, devem ser eliminados. Além de soar antipática, a tática é inútil. Quem deve avaliar se você tem ou não essas qualidades é o recrutador.

6. Histórico escolar – Citar todas as escolas pelas quais você passou é completamente desnecessário. A instituição em que você cursou o ensino médio pode ser relevante, somente, se você almeja uma vaga de estágio. Para todos os outros casos, só merece espaço do currículo a formação acadêmica universitária.

7. Razões por trás de desligamentos – Não tente explicar por escrito eventuais demissões ou períodos de desemprego. Guarde esses detalhes para a entrevista. Assim, você evitará mal-entendidos e conclusões precipitadas sobre você.

8. Hobbies “aleatórios”– Mencionar atividades que você pratica por prazer no CV, pode ser bom, somente, se tiver alguma relação com o seu perfil profissional. Se não houver nenhum significado interessante por trás, deixe-o de fora.

Fonte: Exame



Tags: Dicas

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