QUANDO TRABALHAR DE GRAÇA

24/10/2016

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rabalhar de graça? Quando você ouve isso, aposto que você pensa: “Jamais!” ou então “Quem trabalha de graça é relógio.”

Você deveria para pra pensar um pouco melhor sobre isso, pois é possível sim, trabalhar de graça e usar isso a seu favor.

Analise cada caso e pense melhor, sempre que:

1. Quando o trabalho tem investimento para impressão, mas não para criação, desconfie. Mas se servir para mostrar o seu trabalho, aproveite.

A maioria dos clientes “choram” para pagar a criação. É lógico que você não vai sair aceitando fazer layouts de graça, não é isso! Mas, se o cliente chorar muito e for um trabalho que tem potencial para ser esteticamente bem construído e grande para valer a pena do ponto de vista da exposição que ele vai te dar como designer, aceite!

Imagine a fachada de uma loja bem feita, que possa ser fotografada e aproveitada para divulgar o seu trabalho por aí. Se for esse o caso, pode ser um bom investimento para você.

2. Quando o trabalho permitir bastante liberdade de criação e experimentação, que seus clientes, normalmente, não te dariam.

Se você vê potencial (e um bom prazo) para experimentar colagens; pinturas; tipografias alternativas; produção fotográfica; montagens; etc, este pode ser um exercício profissional interessante para explorar técnicas diferentes e colocar em prática, outros tipos de criação.

Imagine um livro diferente, uma identidade visual artesanal ou até um cartaz mais ousado para um musical. Isso pode tirar você da rotina, além de trazer muita satisfação profissional e enriquecer o seu portfólio.

3. Quando você pode ter muita experiência nova.

Sabe aquele trabalho que você nunca fez, mas saberia fazer (pelo menos em teoria)?

Há algumas áreas que nunca colocamos em prática com um cliente de verdade para adquirir experiência. Como por exemplo: design de sinalização para uma grande empresa, design de serviços, design de interfaces, etc.

Nesse caso, vale a pena deixar claro que você quer fazer um projeto de melhoria em parceria com a empresa e acompanhar os resultados.

O projeto trazendo um retorno positivo, pode ser um excelente case para a sua vida profissional e uma experiência válida para “solidificar” os seus conhecimentos.

4. Quando existe a possibilidade de uma divulgação da sua marca para um público do seu interesse.

Se você patrocinar a divulgação de um evento, cujo público só vai dizer “ai que bonitinho” e olhe lá? Fuja! Não vale a pena.

Mas se o público for composto por empresários, administradores ou profissionais de marketing, pode ser um bom momento para “trabalhar de graça”. Esses empreendedores estão sempre buscando profissionais criativos que possam impulsionar suas ideias.

Mas lembre-se: negocie a forma como a sua marca vai aparecer. Coisas como colocar um simples cartão de visita seu no kit do evento pode ser uma boa ideia.

5. Apoiar uma causa em que você acredita.

Ver que o seu trabalho ajudou a alcançar os objetivos de uma causa que você acredita, é uma realização pessoal e isso não tem preço.

Você pode, por exemplo, ao aceitar um trabalho desse tipo, enviar uma fatura, onde consta o valor do serviço que você estará oferecendo àquela empresa/pessoa de presente. Esse gesto vai valorizar a sua participação como profissional, pois você estará dizendo “oficialmente” que aquele trabalho tem um valor X, mas que você optou por não cobrar, porque identificou uma oportunidade de parceria interessante. Assim ninguém vai desvalorizar a “categoria” de designers, nem você (como profissional) e seu trabalho.

Viu só como é possível sim trabalhar de graça e ainda tirar vantagem disso?

Além de enriquecer seu portfólio, também pode aumentar sua visibilidade e oportunidades.

A dica é: sempre analise se você terá algum tipo de crescimento, exposição ou realização pessoal com o trabalho. Se não rolar nada disso, esqueça, o trabalho pode se tornar muito desgastante ou frustrante.

Fonte: Des1gnon.



Tags: Dicas

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