COMO IMPACTAR A GERAÇÃO AD BLOCKER

28/10/2016

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Foi-se o tempo em que os jovem se interessavam apenas por produtos ou marcas que atendiam apenas suas necessidades.

Hoje, a internet criou uma revolução nesses hábitos. Os jovens não querem só isso, eles querem mais. Querem se relacionar com esses serviços.

O conteúdo ilimitado, disponível a qualquer momento, nos faz crer que não podemos desperdiçar nosso tempo com qualquer informação que fuja do nosso interesse.

Os Millennials ou geração Y, e mais recentemente a geração Z (nascidos após 1980 e no fim da década de 1990), levam isso ao extremo, passando a ser conhecidos também como Geração AdBlocker.

As ferramentas que bloqueiam as infinitas propagandas presentes nos portais da internet, são as principais armas dessa geração que não quer ser impactada pela publicidade tradicional da web e, por isso, recorre à tecnologia para que sua navegação não seja perturbada por conteúdos julgados como irrelevantes.

Isso significa que, se os consumidores detém da possibilidade de ter a “opção” de escolher o tipo de publicidade que querem ser impactados, automaticamente obrigam as empresas a repensarem ferramentas de engajamento com seu público. É imprescindível traçar novas estratégias para atingir efetivamente essa geração.

E é exatamente por isso, que os esportes eletrônicos, conhecidos como eSports, abrem um novo leque de oportunidades para essas empresas poderem trabalhar seus produtos. O engajamento nesse segmento é considerado um dos maiores se comparados a outras mídias. Por ser uma mídia digital (que apresenta facilidade de medição e de feedback), muitas companhias investem nesse mercado. Seja ele por meio de patrocínio a equipes de eSports, apoiando jogadores casuais (streamers) que conquistam fãs com seu talento e carisma enquanto transmitem partidas na plataforma Twitch, ou mesmo financiando campeonatos. Esse tipo ainda é uma mídia barata em relação às formas tradicionais de publicidade.

Geralmente, empresas que se aventuram no segmento de eSports possuem alguma relação com o público gamer. Mesmo assim, marcas tradicionais já perceberam o alto engajamento desse público. Um exemplo disso é o caso da rede de livrarias Saraiva e da escola de idiomas Fisk, além da Coca-Cola Zero, que patrocinou o Circuito Desafiante de League of Legends nos EUA. Aqui no Brasil, esse potencial chamou atenção, inclusive, do canal de televisão especializado em esportes SporTV, que fechou uma parceria com a Riot Games para transmitir a final do Campeonato Brasileiro de League of Legends, atingindo a marca de milhões de espectadores.

O alto engajamento do público, o custo relativamente mais baixo, além da possibilidade de fãs poderem interagir em tempo real com seus ídolos e indiretamente com os anunciantes, tudo isso cria uma conexão direta.

Vale destacar que as gerações Y e Z, em sua maioria, não assistem TV e não se sentem atraídas por esportes tradicionais. No futuro, esses jovens serão a maioria dos tomadores de decisão da população. Ou seja, caso as marcas não queiram perder espaço no mercado para outras mais ousadas, é importante considerar o eSport como um novo canal para investir em campanhas de publicidade.



Tags: Dicas

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