O “PESO” DA DECISÃO EM GRUPO

11/04/2017

Estar em concordância, quando se faz parte de um grupo, acredita-se ser mais agradável do que ser uma força de ser a parte contra, mesmo que seja necessária para melhorar a eficácia das decisões. O pensamento em um grupo não é um mecanismo de supressão de dissidências, mas uma forma do grupo proteger sua imagem positiva e fortalecer suas convicções.

Quantas vezes você já esteve presente em uma reunião, aula ou grupo informal e sentiu vontade de falar mas acabou desistindo? A timidez pode até ter sido um dos motivos, ou não. Ser uma vítima do pensamento coletivo, é um fenômeno que ocorre quando os membros de um grupo estão tão preocupados em conseguir concordância que as normas para o consenso passam por cima da avaliação realista das alternativas e da possibilidade de expressão dos pontos de vista conflitantes, minoritários ou impopulares.

A tomada de decisão faz uso do processo coletivo evidenciando algumas condições que são inerentes a essa prática, tendo como um dos pontos positivos a capacidade de gerar informações e explorar conhecimentos mais completos, oferecendo uma maior diversidade de pontos de vista. Por outro lado, existe muita pressão para haja uma conformidade dentro do grupo, uma vez que a discussão pode ser dominada por um indivíduo ou até mesmo por um subgrupo.

Decisões coletivas promovem uma consciência e um comprometimento e ao mesmo tempo dificultam as atribuições de responsabilidades sobre a execução e o alcance de resultados. Entretanto, sabe-se que a tomada de decisão sempre será um problema complexo com muitos riscos e particularidades. No entanto, deve-se ponderar que decisões em grupo sempre terão mais chances de êxito do que aquelas impostas por uma única pessoa.

A coesão de ideias proporcionada por esse modelo decisório coletivo, tem uma função importante ao influenciar o nível de produtividade do grupo. Uma vez que haja concordância entre o maior número de membros a respeito de soluções para determinada situação ou problema, a tendência é que os processos adquiram uma fluência natural e progressiva sem a necessidade de intervenções regulares para readequação. Convergências sempre existirão, no entanto acabam não comprometendo as atividades gerais em virtude do que já foi pré-determinado pela equipe.

Fortaleça as atribuições positivas dos processos de decisão em grupo e busque abordar frequentemente a respeito de gestão inovadora, líderes inspiradores, a importância do compartilhamento e especialmente a necessidade de valorizar o capital humano dentro das empresas. Qualquer processo que negligencie essas premissas representa um retrocesso  em termos de cultura organizacional. É tempo de potencializar as competências, valorizar habilidades, incentivar o colaborativismo a inteligência coletiva, iniciar ciclos virtuosos através da expansão de ideias e da mudança de comportamentos.

Fonte:Ideia de Marketing



Tags: Dicas

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