PENSAR QUE TEMPO É DINHEIRO ATRAPALHA E MUITO

18/05/2017

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Estudos realizados por pesquisadores de Stanford e da Universidade da Califórnia, em Berkeley (UCLA), mostram que pensar como Benjamin Franklin, que “tempo é dinheiro”, é perverso, mesmo tendo um lado fisiológico.

A pesquisa revelou que querer saber quanto vale cada minuto do seu trabalho em moeda corrente aumenta o nível de estresse e impede que você desfrute das coisas boas da vida.

Para chegar a essa conclusão, professores da Stanford Graduate School of Business e da Anderson School of Management (UCLA), fizeram um experimento convidando 104 profissionais a trabalhar por duas horas para uma empresa de mentira em troca de 57,5 dólares.

Dividiu-se o grupo então em dois grupos: ao primeiro foi pedido que calculassem a valor de cada minuto trabalhado tendo em vista a remuneração combinada pelas duas horas, ao segundo, não.

As pessoas que sabiam exatamente o valor de cada minuto de trabalho apresentaram níveis de cortisol – hormônio liberado no organismo em maior quantidade em situações estressantes – 25% maiores. A medição foi feita antes e depois do período de trabalho por meio da saliva dos participantes.

Os dois grupos receberam a mesma remuneração pelas mesmas duas horas de trabalho. A única diferença entre eles era justamente a informação sobre a relação tempo e dinheiro.

Os profissionais que sabiam o valor do minuto não conseguiram aproveitar as duas pausas feitas durante o experimento quando podiam ouvir música ou olhar obras de arte e também se mostraram mais estressados.

“As pessoas estão sempre calculando o valor econômico do seu tempo. Mas a pesquisa mostra que enquanto estão pensando sobre tempo e dinheiro, as pessoas não estão aproveitando suas vidas. Elas se tornam impacientes”.

Fonte: Exame



Tags: Dicas

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