A CAMPANHA QUE FOI PELO RALO ABAIXO

25/10/2017

A marca brasileira Personal,pertencente à Santher, querendo se diferenciar dos seus concorrentes, lançou o papel higiênico na cor preta, o Personal Vip Black, destacando sua principal característica e que chama a atenção: sua cor preta.

A missão de criar a campanha de lançamento foi da agência NeoGama, que trouxe como estrela do filme, a atriz Marina Ruy Barbosa, totalmente vestida apenas com o papel preto criando um “pretinho básico”.

A ideia era agregar sofisticação e irreverência na comunicação já que essas são exatamente as características do novo produto.

Confira o filme abaixo:

Mas a história não para por aí. A campanha publicitária foi acusada de racismo nas redes sociais. A marca foi acusada de se apropriar do slogan ‘Black is Beautiful’ (preto é lindo), usado pelo movimento negro americano desde a década de 1960.

 

O fato da atriz do comercial do Personal Vip Black ser ruiva e branca, também foi questionado nas redes sociais.

 

O Coletivo Sistema Negro também criticou a utilização do slogan negro na campanha da Personal. “Quando nós negros criamos uma frase (Black is Beautiful) é para empoderar e viabilizar nossa existência, dado que nossas vidas valem menos no cotidiano de uma sociedade racista… Não é e nunca será para vender papel higiênico!”

Na década de 1960, artistas, intelectuais e outras personalidades demonstravam o orgulho de ser negro e da sua cultura como forma de combater a discriminação. O slogan desse sentimento, parte do movimento “Black Power”, era “Black is Beautiful”, que foi inspirado na obra do poeta negro Langston Hughes.

O outro lado

Procurada por VEJA, a agência responsável pela campanha, Neogama e a Santher, empresa dona da marca, disseram que o único objetivo da mensagem foi o “de destacar um produto que segue tendência de design já existente no exterior”, e que não houve pretensão de nenhum outro significado. “Refutamos toda e qualquer insinuação ou acusação de preconceito neste caso e lamentamos outro entendimento que não seja o explicitado na peça”, escreveram as empresas. A agência, com isso, retirou o slogan da publicidade, e soltou um pedido de desculpas por eventual associação ao movimento negro “tão respeitado e admirado por nós”.

E você, o que achou da polêmica?

Fontes: Comunicadores e Veja

 



Tags: Internet , Publicidade

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