VOCÊ NUNCA SERÁ UM GRANDE LÍDER SEM ESTA ESTA HABILIDADE

14/11/2017

Qualquer profissional, desde que seja, minimamente competente, é capaz de dar ordens e cobrar resultados dos seus subordinados. Mas só os verdadeiros líderes  possuem a capacidade de ir além do que chamamos de lugar comum e agir como coaches.

O bom gestor não determina simplesmente o que será feito, quando, onde e como, ele faz com que seu subordinado se aproprie deste problema e descubra sozinho a solução para ele.

O objetivo é fazer com que o liderado não seja apenas um cumpridor de tarefas formuladas por outra pessoa, e sim que seja capaz de encontrar suas próprias saídas e, assim, se torne o dono dos resultados. Os ganhos em desenvolvimento são muito maiores, inclusive a longo prazo.

Isso só é possível por meio de conversas estruturadas com cada membro da equipe, nas quais são colocadas em prática ferramentas típicas do universo do coaching, como a escuta profunda e a capacidade de fazer perguntas e até provocações.

“Ser um líder-coach é igual a falar uma outra língua no dia a dia”, diz Eva Hirsch Pontes, professora convidada da Fundação Dom Cabral. Segundo ela, não é preciso fazer um curso de formação em coaching para chegar a esse objetivo. Há cursos específicos, normalmente oferecidos dentro da própria empresa, para treinar esse novo “idioma”.

Tipo “centralizador” está em risco

“O que você acha que precisa ser feito para resolver esse problema?” é um exemplo de pergunta típica de um chefe que vai além das ordens e realmente desenvolve sua equipe.

Esse tipo de pergunta raramente se escuta no dia a dia das empresas, diz Silvina Ramal, fundadora da consultoria de educação corporativa Id Projetos Educacionais.

“O mercado de forma geral, dentro e fora do Brasil, é muito carente de líderes educadores”, afirma ela. “Embora não seja a norma, o líder precisa ter a capacidade de transformar as atividades do dia a dia em um desafio constante de crescimento, de expansão de limites”.

Na chefia, as mulheres costumam ter naturalmente a preocupação com o desenvolvimento de suas equipes e podem ser vistas como modelos nesse sentido para seus colegas do gênero masculino.

Na visão de Eduardo Abreu, sócio da consultoria Unique Group, o comportamento típico do líder brasileiro vai na contramão dos ideais pregados pelo coaching.

“Com a ameaça da demissão pairando sobre suas cabeças, muitos gestores não buscam empoderar seus liderados, muito pelo contrário”, afirma ele. “Em vez disso, centralizam decisões, e só passam atividades operacionais para a equipe, com o objetivo de conservar seu poder”.

O engessamento dos processos leva quase sempre a baixos níveis de motivação, trazendo consequências negativas tanto para o negócio quanto para o sucesso da equipe e do próprio chefe.

Para que isso não aconteça, o líder precisa criar desafios, por menores que sejam, e sempre específicos para cada pessoa. É o projeto próprio que gera propósito e motivação, valores caros sobretudo para as gerações mais jovens.

Outra vantagem de aplicar princípios do coaching para gerar responsabilidade dentro da equipe é o alívio da sobrecarga. “Quando você estimula seus liderados a buscar autonomia, você pode delegar certas tarefas”, explica Abreu. “Com o tempo que sobra, você pode se dedicar a objetivos mais estratégicos e também investir no seu próprio desenvolvimento”.

Fonte: Exame



Tags: Dicas

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