CUIDADO COM AS CONVERSAS DE E-MAIL NO TRABALHO

23/11/2017

Nos dias atuais, onde a correria toma conta das nossas vidas, o e-mail acabou se tornando uma ferramenta fundamental e além de tudo, é mais discreto. Mas usar essa ferramenta, pode não ser tão seguro quanto parece.

Através do e-mail, muitas vezes as conversas podem ser facilmente mal interpretadas, porque são desprovidas de expressões faciais e tom de voz, e além disso, as mensagens enviadas ficam registradas para sempre.

Uma coisa que você precisa ter sempre em mente é: “O seu e-mail profissional pertence à empresa para a qual você trabalha, tanto quanto a sua mesa ou a sua cadeira de trabalho”, logo, “As mensagens existirão para sempre, por isso é bom evitar dizer algo que pode ‘assombrar’ sua vida no futuro”.

Então, todo cuidado é pouco e aquilo que você pensa em falar por e-mail, talvez seja melhor falado pessoalmente, como por exemplo:

1. Fofoca

Falar sobre a vida pessoal das pessoas do escritório ou espalhar boatos é um comportamento com péssimas consequências para a sua carreira, e especialmente perigoso se registrado por escrito. Algumas empresas podem monitorar as mensagens trocadas por seus funcionários, no e-mail corporativo.

2. Críticas e/ou elogios

A falta de outros elementos de comunicação como tom de voz e expressão facial, nesse caso, são o grande problema.

Por exemplo: numa frase como “o novo estagiário é bastante pontual, hein?”, pode parecer sincera ou irônica, isso vai depender do leitor. Como o desempenho alheio é um assunto sensível, para o bem ou para o mal, é sempre melhor comunicar as suas impressões face a face.

3. Brigas

Embora muitos possam pensar que o e-mail suaviza as palavras, ele também é uma péssima ferramenta para chamar a atenção de um subordinado. Se o chefe está insatisfeito com algo, o ideal é convidar o funcionário para uma conversa, de preferência privada, para tratar do assunto. O mesmo vale para qualquer outro tipo de desentendimento ou briga no trabalho, por dois motivos.

O primeiro é a possibilidade de a mensagem ser encaminhada fora de contexto para pessoas alheias ao assunto, o que pode agravar o conflito.

A segunda razão é, novamente, a pobreza expressiva do e-mail. Por escrito, as suas frases podem soar mais agressivas do que você pretendia, e aumentar o mal-estar entre as partes. Diálogos presenciais são sempre a alternativa mais sábia, em qualquer caso.

4. Negociações

Falar sobre salário, mudança de horário ou promoção de cargo; conversas que envolvam o RH da empresa devem ser feitas pessoalmente, ou no máximo em uma chamada por vídeo.

Isso porque, no diálogo por escrito, perde-se um dos recursos mais poderosos da negociação que é a criação do vínculo. Só é possível escutar profundamente o outro, ao ponto de entender seus valores, motivações e necessidades, e adaptar os seus argumentos a eles, através de uma conversa cara a cara.

Em entrevista à Money, Dennis Collins, diretor da West Corporation, diz que o e-mail pode ser usado, no máximo, para agendar as reuniões necessárias para falar sobre o assunto. “Aplicativos, chat e e-mails podem ser ótimos para avisar a pessoa que você quer conversar, mas não para conduzir a conversa em si”, explica ele.

Então, use essa ferramenta a seu favor e não contra!

Fonte: Exame



Tags: Dicas

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