ESCALAS DA CRIATIVIDADE

03/04/2018

 

Já foi provado pela ciência que todos nós somos criativos. Mas, nem todos se destacam por isso. Em um estudo publicado este ano (2018),  Roger Beaty, pós-doutor em Neurociência Cognitiva pela Harvard University, mostra como funciona  o cérebro de pessoas muito criativas.

Isso vai além da  sua capacidade de desenhar uma imagem ou criar um produto. É preciso pensar criativamente em nossas vidas diárias, seja fazendo o jantar usando sobras ou criando uma fantasias de Halloween com roupas do seu armário, por exemplo.  Para Roger, as tarefas criativas variam do que os pesquisadores chamam de criatividade “c-zinho” – criando um site, um presente de aniversário ou inventando uma piada engraçada, etc. – para criatividade “C-Zão”: por exemplo, escrevendo um discurso, compondo um poema ou projetando um experimento científico, etc.

 

Em seu experimento, ele e sua equipe, meio que mostram uma certa loteria no processo. Ainda não há nada definido, mas são as combinações conectivas em nossos cérebros que nos permitem ter mais ou menos insights e ações criativas. A forma como eles “foram” construídos na origem, que determina a nossa pré-disposição para ver o mundo de forma diferente ou não.

“Descobrimos que as regiões do cérebro dentro da rede Altamente Criativa pertencem a três sistemas cerebrais específicos: as redes default, salience e executive control”, afirma Beaty.

A rede default, por exemplo, é um conjunto de regiões do cérebro que são ativadas quando as pessoas estão envolvidas em pensamentos espontâneos, como divagar, sonhar acordado e processos de imaginação; desempenhando um papel fundamental na geração de ideias e em brainstormings.

A rede executive control age quando precisamos de concentração. Ela desempenha um papel crítico na avaliação de ideias.

Já a salience funciona como um mecanismo de alternância entre as redes default e executive control. “Essa rede pode desempenhar um papel fundamental na alternância entre a geração de uma ideia e a avaliação de seu potencial”, destaca Roger.

A característica interessante desse conjunto é que as redes, normalmente, não são ativadas ao mesmo tempo. Segundo o pós-doutor, quando a rede executive control é ativada, a rede default geralmente é desativada. “Nossos resultados sugerem que pessoas criativas são mais capazes de co-ativar redes cerebrais que normalmente trabalham separadamente”.

O importante é  não esquecer de que, independente da capacidade de gerar ideias incríveis, sempre será preciso um esforço extra. E, é esse esforço que fará toda a diferença na prática.

Fonte: Update or Die



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